Segunda-feira, Outubro 16, 2006

Morena

Olhas para mim
Olho para ti
As lágrimas conquistam os olhos
A minha paixão por ti vocifera no meu coração
Espero com carinho
Sei dentro de mim
É o momento
Recebes a prenda
E eu digo timidamente:
-“ Parabéns”
O mundo cessa a nossa volta
O sol brilha mesmo oculto pelas nuvens

Vejo o teu sorriso mais uma vez
Sei que te amo com a pujança de um trovão
E sei também
Sei também que jamais te vou ter
Assim como sei
Que não neva no deserto.

Pergunto a Deus o Porque
E ele mostra-me o trilho irregular dos meus passos
As sombras da minha alma
E o rio que deambula calmamente ate ao seu destino
È nesse momento que entendo
È mais forte o amor que sinto por ti
De tão forte Eterno
Que nada importa
Se tu aqui
E eu na Lua
Tudo isto o meu amor por ti comporta.

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Colega C.P.

Entra com um ar fatal
Nos seus dedos a delicada
(Suave)
Inspiração do Poeta…

Fala sem falar
Escreve sem escrever
Respira sem parar
Olha para ver

A força do seu coração
O brilho da sua alma
Constante inspiração
Neste mundo sem calma

As suas faces rosadas
De sangue quente consumidas
São pelos seus amigos amadas
E por si bem queridas.

Terça-feira, Maio 16, 2006

O Amor como ele é(ra)

Acordamos e pensamos, como quase sempre naquilo que nos é mais querido. Seja uma pessoa, um sonho, uma realidade. Olhamos a nossa volta e temos a televisão, o telemóvel, o computador ligado ao mundo pela Internet. Nesse momento sentimo-nos sozinhos. Não seria de esperar o contrário? Talvez, mas a verdade é que, quanto mais tecnologia temos, mais nos distanciamos do ser humano.

Onde está o olhos nos olhos, o cheiro da outra pessoa, o timbre da sua voz?

Não sou contra a tecnologia, quando bem utilizada e ao serviço do nosso bem-estar, mas a verdade é que ela está a ser utilizada para substituir o coração, para acabar com o pouco Amor que ainda existe. Apesar de a realidade ser, que nos nossos dias tão pouco se vê um amigo dizer a outro: Gosto de ti, que já pouco importa por onde se diz e como se diz.

Preocupa-me sim, este estado de coisas, esta liberdade que vamos perdendo sem sequer sermos capazes de realizar onde esta o opressor. Talvez porque ele, o opressor, somos nós mesmos e a nossa tecnologia. Tecnologia essa que nos distancia dos outros animais, mas que nunca nos levará ao paraíso.

Preocupa-me ver que um grupo de pessoas, seja, numa empresa, numa universidade ou numa comunidade, cultivem o ódio, a inveja, a intriga, a inimizade e a indiferença, em troca do Amor. Que monstros esta a criar a nossa sociedade, em que o Homem, em vez de viver para o Homem e pelo Homem, vive apenas e só para maltratar e destruir os seus semelhantes.

Creio, em ultima analise, que tudo isto não passa deste novo estado de coisas em que falamos sem abrir a boca, tocamos sem sentir e cheiramos a neutralidade de um odor vazio de conteúdo. E que falta nos faz o toque, o carinho, um gesto amigo de reconforto e porque não de compaixão.

Com sabedoria, e um olhar apaixonado, todos descobrimos a verdade. A verdade que nos diz que todos esses sentimentos negativos não são mais que um pedido de ajuda. Um pedido de alguém que nós quer dizer: Estou sozinho e tenho medo.

Domingo, Maio 07, 2006

Vi um anjo...

Vi um anjo
Eras tu
Eras tu que sorrias para mim.

Chamaste o meu nome
Num gesto gracioso dos teus lábios
Senti o coração agitar
Só te queria abraçar
Mexer no teu cabelo
Apertar-te contra mim…

Olhei-te de bem perto
Na profundeza do teu olhar
Vi o paraíso
Uma leve brisa a chegar

Tínhamos que dizer
Sabíamos que era assim
E por fim
A custo
(Os teus lábios pousaram nos meus)
e veio a palavra
ADEUS

Quarta-feira, Abril 26, 2006

Nascemos para amar

Cada vez que me olhas
(Nos olhos)
Fazes-me amar-te

Sinto que tenho asas
(Posso Voar)
Voo para ti
Porque te pertenço
E tu pertences a mim.

Dou-te um bombom
Que desfazes com a boca
e num movimento sedutor
deixas-mo provar
(As nossas linguas casam)
O tempo para
As nossas bocas dançam
e os deuses sabem
Nascemos para amar.

Quarta-feira, Abril 19, 2006

Meiga di És...

Siete meiga...
Adore il vostro odore di I,
la forma mentre sorridete per me
ed il piacere che dà me per vederlo felici.
(è così buon)
non atto di essere amava, ma amare
e potere da dare...
(per dare, a dare, a dare)
che verbo così gracious come voi...
Come il nostro afecto.

Quando me acaricias i capelli
in questo gesture
(soltanto)
come voi.
Il mio corpo riscalda
ed i miei occhi sono orvalhados di passione.
Le note nella foschia che solleva
il mio desiderio tutto
(ed in un salto)
voi li siedono giù nel mio giro
(ed in vi lucidate)
gemito di piacere
(e dei vi lucidate più)
nei vostri movimenti
(lento e seductive)
che denoto la temperatura del vostro corpo
che si brucia, esso si brucia, si brucia...
Questo fuoco della nostra passione
(e voi gemito)
(e dei vi lucidate)
e nella frutta del piacere
che avvisto le valle della passione
(siete meiga)
sono tutto che cosa ritengo nel mio cuore.

"És meiga..." Versão em Italiano

Sábado, Abril 15, 2006

Pintura de sonhos

Olho para ti
(Pela janela do lado)
Vejo Arte
Como se fosse um quadro.
(Uma Pintura)
De Frida Kahlo com liberdade
Não uma pintura de sonhos
Mas da tua própria realidade.

O teu cabelo,
Os teus olhos
(Do tamanho do mundo)
Os contornos suaves dos teus dedos
Dos teus lábios
(São Luz)
Do mesmo modo que na primavera
O sol
Desperta a paixão na atmosfera.

Quando vejo
A tua boca morder a palhinha
Imagino-me a absorver o teu doce sabor
(como)
Delicadamente a Abelha
Liba numa flor

(Dedicado à Marta com muitos parabéns) :)

Segunda-feira, Abril 03, 2006

Quando te vejo sorrir

As vezes pergunto-me

Se vou conseguir

Estar neste mundo

Sem te ter a ti

Só queria ter uma pista

As vezes parece que o mundo

Vai cair em cima de mim

E não há forma de me libertar

E é nesse momento k te vejo chegar


As vezes quero desistir

Desistir de lutar


E depois vejo-te

E fica tudo bem


Quando te vejo sorrir

Consigo enfrentar o mundo

Tu sabes que posso fazer tudo

Quando te vejo sorrir

Vejo um raio de luz

Um brilho por entre a chuva

Quando te vejo sorrir


Não há nada igual neste mundo

Ao toque da tua mão

É como algo encantador


Ate mesmo quando a chuva cai

Eu deixo de a sentir


De ti

É só o que eu preciso.

Segunda-feira, Março 20, 2006

O amor o que é?

O amor é
Ter saudade
De quem gosta de nós.

O amor é
A lembrança mais terna
que o esquecimento não apaga.

O amor é
Escrever um livro
Que faça rir e chorar.

O amor é
Dizer a verdade
Porque é feio mentir.

O amor é
Lançar um beijo ao vento
E saber que ele tem destino.

O amor é
Uma palavra imensa
Com sílabas de chocolate.

O amor é
Esperar por ti
Mesmo que já não venhas

O amor é
A única coisa
Que não se compra nas lojas

O amor é
Eu estar aqui
A dizer como gosto de ti.

Quinta-feira, Março 16, 2006

Mágico

Tudo o que fazes é mágico
O som da tua voz é doce
O meu coração vibra por te ver
Fico tímido com o teu toque

Quando sorris o mundo para
A lua brilha
O sol queima
A noite cai
As nuvens choram

Olhas para mim
Tentas ler nos meus olhos o nosso bem-querer
Vês a esperança
Vês a bonança

Quero estar contigo
Não sei porque
Fazes-me sentir tão bem
Tudo é perfeito

Sempre fomos almas gémeas
Em todas as vidas nos encontramos
Nesta existência demorou
Mas finalmente estas aqui

Vamos aproveitar
Todo o tempo que dispomos
Vamos amar
Vamos descobrir quem somos

Sonhar nos braços do amor
Só temos de querer
Não precisamos de mais dor
Vamos vencer

Terça-feira, Março 14, 2006

Reféns da flama

Quando os meus olhos
Penetram a tua alma
Apetece-me abraçar-te
(apertar-te, merendar-te)
E tu olhas para mim e dizes:
-Merenda-me...
E eu
Eu atendo ao suave som da tua voz
E afundo um morango nas tuas doces natas
Sacio a minha fome
No fruto proibido...

De forma gentil
(suave)
Deslizo a minha língua
(tu contorces-te)
Tentas alcançar o cocuruto da Zina
Ainda dentro do teu caicai
Sentes a minha lingua em movimentos suaves
(circulares)
Deslizar pela tua bainha...

O teu calembur doce
Provoca em mim arrepios
E a minha língua
(continua)
Imbíferando o teu corpo
E sabemos...
Somos reféns da flama
(do deleite libidinoso e animal)
Que nos provoa a alma
(e provoca)
Este desejo carnal.

Sexta-feira, Março 10, 2006

És meiga

És meiga...
Adoro o teu cheiro,
A forma como sorris para mim
E o prazer que me dá ver-te feliz.
(é tão bom)
Não o acto de ser amado, mas o de amar
E poder dar...
(Dar, dar, dar)
Que verbo tão gracioso
Como tu...
Como o nosso afecto.

Quando me acaricias o cabelo
Nesse gesto
(único)
Como tu.
O meu corpo aquece
E os meus olhos ficam orvalhados de paixão.
Notas na bruma que levanta
Todo o meu desejo
(e num salto)
Sentas-te no meu regaço
(e roças)
Gemes de prazer
(e roças mais)
Nos teus movimentos
(Lentos e sedutores)
Denoto a temperatura do teu corpo
Queima, queima, queima...
Este fogo da nossa paixão
(e gemes)
(e roças)
E no fruto do prazer
Avisto o vale paixão
(és meiga)
É tudo o que sinto no meu coração.

Sábado, Março 04, 2006

A Língua

Sempre que oiço a tua voz
Imagino a tua língua em movimentos
(ondulantes)
Como se o seu corpo,
Tacteasse no corpo da minha…
(Língua)

No meu sonho…
Aproximas-te lentamente da minha boca
(Calor, Humidade, Humanidade)
Sinto o vapor quente da tua respiração
(Retenho a minha por um segundo)
Os teus lábios ainda fechados
tapando sugestivamente a tua língua
louca de ansiedade.

O Toque:
Como é bom o toque doce da tua boca
E depois…
Depois apenas tu, apenas eu e ela…
(A língua)
A tua língua procura a minha
E procura…
(Assemelhando-se a uma alma que busca desesperadamente a sua outra metade)
E encontra
Por um momento nada existe
Apenas nós os dois…
e elas… Que se contorcem no malabarismo do prazer.

Abrimos os olhos e sabemos...
Somos um só.

Sexta-feira, Março 03, 2006

O Teu Cheiro...

A Noite Passou
Tentei dormir mas não consegui
Estavava sozinho e à procura de ti...
Abri a Janela do meu quarto,
olhei para a Lua
Tentei ver o teu rosto na beleza da sua luz.
(nada vi)
Tentei sentir o teu odor corporal na briza da noite.
(nada senti)
Tudo o que sinto é a doce
( suave)
sensação dos teus labios carnudos a deslizar
pela minha face
tudo o que vejo é a beleza dos teus olhos profundos
quando o meu olhar penetra a tua...alma.

Ai o teu cheiro, esse suave aroma primaveril
que me dá vontade de encarnar uma abelha
chupando suavemente mel à tua flor...
Desenhando na mente o meu corpo e o teu
(Desnudos)
Numa comunhão de suores...
Ganhando eu o teu cheiro e tu o meu.

Ricardo Geraldes

Quinta-feira, Março 02, 2006

Um e só um desejo...

Para todos os enamorados só um amor perfeito!