Acordamos e pensamos, como quase sempre naquilo que nos é mais querido. Seja uma pessoa, um sonho, uma realidade. Olhamos a nossa volta e temos a televisão, o telemóvel, o computador ligado ao mundo pela Internet. Nesse momento sentimo-nos sozinhos. Não seria de esperar o contrário? Talvez, mas a verdade é que, quanto mais tecnologia temos, mais nos distanciamos do ser humano.
Onde está o olhos nos olhos, o cheiro da outra pessoa, o timbre da sua voz?
Não sou contra a tecnologia, quando bem utilizada e ao serviço do nosso bem-estar, mas a verdade é que ela está a ser utilizada para substituir o coração, para acabar com o pouco Amor que ainda existe. Apesar de a realidade ser, que nos nossos dias tão pouco se vê um amigo dizer a outro: Gosto de ti, que já pouco importa por onde se diz e como se diz.
Preocupa-me sim, este estado de coisas, esta liberdade que vamos perdendo sem sequer sermos capazes de realizar onde esta o opressor. Talvez porque ele, o opressor, somos nós mesmos e a nossa tecnologia. Tecnologia essa que nos distancia dos outros animais, mas que nunca nos levará ao paraíso.
Preocupa-me ver que um grupo de pessoas, seja, numa empresa, numa universidade ou numa comunidade, cultivem o ódio, a inveja, a intriga, a inimizade e a indiferença, em troca do Amor. Que monstros esta a criar a nossa sociedade, em que o Homem, em vez de viver para o Homem e pelo Homem, vive apenas e só para maltratar e destruir os seus semelhantes.
Creio, em ultima analise, que tudo isto não passa deste novo estado de coisas em que falamos sem abrir a boca, tocamos sem sentir e cheiramos a neutralidade de um odor vazio de conteúdo. E que falta nos faz o toque, o carinho, um gesto amigo de reconforto e porque não de compaixão.
Com sabedoria, e um olhar apaixonado, todos descobrimos a verdade. A verdade que nos diz que todos esses sentimentos negativos não são mais que um pedido de ajuda. Um pedido de alguém que nós quer dizer: Estou sozinho e tenho medo.